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Guia

Como ler acordes de piano: da cifra às teclas em menos de um minuto (2026)

Uma cifra como Am, G7 ou Cmaj7 é uma instrução comprimida: uma fundamental, um tipo e, às vezes, uma nota extra. Veja como decifrar qualquer uma nas teclas a apertar, com uma tabela de acordes de piano interativa e grátis que mostra as notas, os intervalos e todas as inversões, e ainda toca o acorde.

Suno AI Music
Equipa editorial14 min de leitura
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Resumo

Toda cifra de acorde de piano tem duas partes: uma fundamental (a letra, talvez com sustenido ou bemol) e um tipo (tudo o que vem depois: m, 7, maj7, sus4, dim). A fundamental diz onde colocar o polegar; o tipo diz a que distância ficam os outros dedos, medida em semitons. Aprenda quatro distâncias —3, 4, 7 e 10 semitons— e você monta a maioria dos acordes do pop, do rock e do folk sem tabela. Até lá, a tabela de acordes de piano grátis decifra por você: escolha uma fundamental e um tipo, e ela destaca as teclas, nomeia as notas, lista os semitons e toca o acorde. Cada acorde comum também tem a sua própria página, como dó maior ou G7, com todas as inversões desenhadas.

Neste guia

O que uma cifra diz

Uma lead sheet, uma folha de cifras em cima da letra ou um site de cifras de violão vai lhe dar algo assim:

C          G          Am         F
When the night has come and the land is dark

Essas quatro letras são todo o acompanhamento. Cada uma é uma cifra de acorde, e cada cifra responde duas perguntas:

  1. Qual é a fundamental? A letra maiúscula, mais # (sustenido, uma tecla para a direita) ou b (bemol, uma tecla para a esquerda). C é dó. Bb é a tecla preta logo à esquerda de B (si). F# é a tecla preta logo à direita de F (fá).
  2. Que tipo de acorde é montado em cima dela? Nada depois da letra quer dizer tríade maior. Um m minúsculo quer dizer menor. Um número acrescenta uma nota (7, 9, 6). Palavras e abreviações alteram uma nota (sus4, dim, aug, maj7).

É só isso. Não existe um «formato de mão» separado para decorar a cada cifra; existe uma regra para cada tipo, aplicada a partir da fundamental que você receber. A mesma regra que transforma C em C–E–G transforma D em D–F#–A. É por isso que uma tabela com 12 fundamentais e 16 tipos de acorde —192 acordes— na verdade são só 16 coisas para aprender.

As quatro distâncias que montam quase todos os acordes

No piano, um semitom é a distância de uma tecla para a próxima, preta ou branca. Conte-os e os acordes deixam de ser mistério:

  • 4 semitons acima da fundamental = uma terça maior. É o que deixa o acorde maior e brilhante.
  • 3 semitons = uma terça menor. Troque o 4 por um 3 e o mesmo acorde fica menor e mais escuro.
  • 7 semitons = uma quinta justa. Quase todo acorde tem; é a «estrutura» estável.
  • 10 semitons = uma sétima menor. Acrescente em cima e você tem o som tenso e bluesy de um acorde 7.

Então:

  • Maior = fundamental, +4, +7. Dó maior: C, E, G.
  • Menor = fundamental, +3, +7. Lá menor: A, C, E.
  • Sétima da dominante (7) = fundamental, +4, +7, +10. G7: G, B, D, F.
  • Sétima maior (maj7) = fundamental, +4, +7, +11. Cmaj7: C, E, G, B.
  • Menor com sétima (m7) = fundamental, +3, +7, +10. Am7: A, C, E, G.

A tabela imprime esses números embaixo de cada acorde como «Semitons acima da fundamental», então você pode conferir a sua contagem em vez de confiar num desenho.

Passo a passo com a tabela de acordes

A tabela de acordes de piano é grátis, não pede conta e roda no navegador: nada para instalar. Aqui está o processo inteiro com Am, o terceiro acorde daquela progressão de exemplo.

  1. Abra a tabela. Você vai ver duas fileiras de botões: Fundamental (C, Db, D, Eb, E, F, F#, G, Ab, A, Bb, B) e Tipo de acorde (maior, m, dim, aug, sus2, sus4, 6, m6, 7, maj7, m7, m7b5, dim7, 9, m9, add9).
  2. Escolha a fundamental. Aperte A.
  3. Escolha o tipo. A cifra diz Am, então aperte m.
  4. Leia o cartão. Agora ele diz Am, lista as notas como A · C · E, destaca essas três teclas num teclado de duas oitavas começando em C4 (o dó central) e marca a fundamental com um ponto escuro. Embaixo: Semitons acima da fundamental: 0 – 3 – 7.
  5. Aperte Tocar Am. O acorde soa, e você confere o ouvido com o diagrama, o que ajuda quando você tocou algo que «parece certo» e soa errado.

A tabela de acordes de piano grátis do Suno AI Music com a fundamental A e o tipo de acorde m: o cartão diz Am, notas A · C · E, as três teclas destacadas num teclado de duas oitavas a partir de C4, com a fundamental A marcada por um ponto, e a linha embaixo diz Semitons acima da fundamental 0 – 3 – 7

Agora faça o mesmo com um acorde de quatro notas. Aperte G e depois 7. O cartão muda para G7 · G · B · D · F, quatro teclas acesas, 0 – 4 – 7 – 10. Compare com o G simples (0 – 4 – 7) e você vê exatamente o que o 7 faz: uma tecla a mais, dez semitons acima da fundamental. A dica da tabela diz o resto: qualquer um desses formatos pode ser tocado a partir de outra nota, desde que as distâncias continuem as mesmas, e esse é todo o truque de ler acordes.

A mesma tabela com a fundamental G e o tipo 7: o cartão diz G7 com as notas G · B · D · F, quatro teclas destacadas no teclado, a fundamental G marcada e a linha de intervalos diz 0 – 4 – 7 – 10

Lendo a página de um acorde e as suas inversões

A tabela mostra os acordes no estado fundamental —com a fundamental embaixo— porque é o jeito mais claro de ver do que um acorde é feito. O acompanhamento real quase nunca fica ali. Se você tocar C, G, Am e F todos no estado fundamental, a mão pula para cima e para baixo do teclado a cada troca. Os pianistas evitam isso com inversões: as mesmas notas, empilhadas com outra embaixo.

É para isso que servem as páginas de cada acorde. Todo acorde comum tem uma: dó maior, lá menor, fá maior, G7, ré menor, mi menor e o resto: doze fundamentais vezes dez tipos, cada uma em /piano-chords/<fundamental>-<tipo>. Na página do G7 você encontra:

  • O acorde em si, com as notas (G · B · D · F), os intervalos e uma linha sobre como ele se comporta: «instável de propósito, e quer resolver uma quarta acima».
  • Cada inversão desenhada separadamente. Estado fundamental (baixo G), primeira inversão (B · D · F · G, baixo B), segunda inversão (D · F · G · B, baixo D) e terceira inversão (F · G · B · D, baixo F). Cada diagrama toca quando você aperta.
  • Os tons que o contêm, com o número romano que ele tem em cada um. O G7 mora em dó maior como acorde de V grau.
  • Uma progressão que o usa de verdade, escrita com acordes que você pode tocar.
  • Links laterais: outros acordes sobre a mesma fundamental (G, Gm, G6, G9…) e o mesmo tipo de acorde sobre outras fundamentais (C7, D7, E7…).

Inversões do G7 na página do acorde: estado fundamental G B D F com baixo G, primeira inversão B D F G com baixo B e segunda inversão D F G B com baixo D, cada uma no seu próprio teclado destacado, com a fundamental do acorde marcada

Veja por que as inversões importam na prática. Indo de C (C–E–G) para G7, o G7 mais próximo é a segunda inversão (D–F–G–B): a mão quase não se mexe —o C desce um semitom para B, o E sobe para F, o G fica e o D vai embaixo. Dois dedos se movem uma tecla cada. Essa suavidade é o que separa um acompanhamento que soa «tocado» de um que soa «clicado».

Tabela para decifrar as cifras comuns

Use como cola. Cada linha é uma regra que você aplica a partir de qualquer fundamental; o exemplo é montado sobre C para você conferir na tabela.

CifraNomeSemitons acima da fundamentalExemplo em C
Cmaior0 – 4 – 7C E G
Cmmenor0 – 3 – 7C Eb G
Cdimdiminuto0 – 3 – 6C Eb Gb
Caugaumentado0 – 4 – 8C E G#
Csus2segunda suspensa0 – 2 – 7C D G
Csus4quarta suspensa0 – 5 – 7C F G
C6sexta maior0 – 4 – 7 – 9C E G A
C7sétima da dominante0 – 4 – 7 – 10C E G Bb
Cmaj7sétima maior0 – 4 – 7 – 11C E G B
Cm7menor com sétima0 – 3 – 7 – 10C Eb G Bb
Cm7b5meio-diminuto0 – 3 – 6 – 10C Eb Gb Bb
Cdim7sétima diminuta0 – 3 – 6 – 9C Eb Gb A
C9nona da dominante0 – 4 – 7 – 10 – 14C E G Bb D
Cadd9nona adicionada0 – 4 – 7 – 14C E G D

Duas cifras confundem mais que as outras:

  • C7 contra Cmaj7. O 7 sozinho quer dizer a sétima abaixada (Bb), a tensa. maj7 quer dizer a sétima natural (B), uma cor suave e jazzística. Elas estão a um semitom e não se parecem em nada.
  • Acordes com barra, como C/E. O que vem antes da barra é o acorde; o que vem depois é a nota do baixo. C/E é um acorde de dó maior com E no baixo, ou seja, a primeira inversão. Depois que você conhece as inversões, os acordes com barra são só inversões escritas.

Rotina de estudo para a primeira semana

Dez minutos por dia bastam para não precisar mais da tabela nos acordes comuns.

  1. Dias 1–2: a música de quatro acordes. C, G, Am, F. Ache cada um na tabela, toque e depois toque os quatro em loop com a mão direita, contando quatro tempos por acorde. Essa progressão está por baixo de um número enorme de músicas pop.
  2. Dia 3: de maior a menor. Para C, D, E, F, G e A, toque o acorde maior e depois desça uma tecla a nota do meio para virar menor. Confira cada um na tabela.
  3. Dia 4: sétimas. Acrescente a nota de 10 semitons em cima de G, C e D para ter G7, C7 e D7. Depois teste o Cmaj7 e ouça como é diferente.
  4. Dia 5: inversões. Abra a página de dó maior e toque as três posições. Depois faça o loop C → G7 com os formatos mais próximos descritos acima.
  5. Dias 6–7: uma música de verdade. Pegue a folha de cifras de qualquer música e decifre você mesmo cada cifra primeiro, usando a tabela só para conferir.

Se você quer saber por que C, G, Am e F combinam —e quais outros acordes dá para trocar—, o próximo passo é o ciclo das quintas. O nosso guia sobre como usar o ciclo das quintas começa exatamente onde este termina, e o ciclo das quintas interativo mostra os sete acordes de qualquer tom. Quando uma música fica alta demais para cantar, transpor música sobe ou desce para você cada cifra de uma folha de acordes.

Erros comuns

  • Ler m como «maior». O m minúsculo (ou min) é menor. Maior é nada ou maj, e o maj só aparece antes de um 7 ou um 9.
  • Contar teclas brancas em vez de semitons. De E para F há um semitom sem tecla preta no meio; o mesmo vale de B para C. Conte todas as teclas, pretas e brancas.
  • Esquecer a tecla preta em ré, mi e lá maior. Ré maior é D–F#–A, mi maior é E–G#–B, lá maior é A–C#–E. Se o seu ré maior soa triste, você tocou ré menor.
  • Tratar a posição do diagrama como a única certa. A tabela mostra o estado fundamental para você ver a estrutura. Qualquer disposição das mesmas notas é o mesmo acorde; as inversões da página do acorde estão lá para provar isso.

Perguntas frequentes

Qual o jeito mais fácil de ler acordes de piano sendo iniciante?

Aprenda a regra, não o desenho: fundamental mais 4 e 7 semitons é maior; fundamental mais 3 e 7 é menor. Depois confira na tabela de acordes de piano, que nomeia as notas e toca o acorde para você ouvir se acertou.

Quais acordes de piano devo aprender primeiro?

C, G, Am e F cobrem uma parte enorme das músicas pop e ficam confortáveis perto do dó central. Depois acrescente D, Em e A, e então os acordes com sétima G7, C7 e D7. A página de cada um —por exemplo, mi menor— mostra a quais tons ele pertence, o que é um jeito mais rápido de aprendê-los em grupos úteis.

O que significa o número depois de um acorde?

Ele acrescenta uma nota contada em graus da escala a partir da fundamental. 7 acrescenta a sétima abaixada, 9 acrescenta a nona (em cima da sétima), 6 acrescenta a sexta. add9 acrescenta a nona sem a sétima. A tabela lista os semitons exatos de cada um.

O que é uma inversão de acorde?

As mesmas notas com outra embaixo. Dó maior no estado fundamental é C–E–G; a primeira inversão é E–G–C; a segunda, G–C–E. As inversões deixam a mão se mover com suavidade entre os acordes. Cada página de acorde desenha e toca cada inversão.

Por que dó sustenido maior se escreve com E# e não com F?

Porque as notas de um acorde são nomeadas pelo grau na escala, não pela tecla que você aperta. A terça de qualquer acorde de dó é algum tipo de mi, então, se for elevada, é E#. No piano é a mesma tecla que F; o nome diz a função dela no acorde.

Preciso me cadastrar para usar a tabela de acordes?

Não. A tabela, as 120 páginas de acordes, o ciclo das quintas e o transpositor são grátis e rodam no seu navegador sem conta.

Conclusão

Ler acordes de piano não é decorar 192 formatos; é reconhecer uma fundamental, ler um tipo e contar semitons. Passe uma semana decifrando cifras sozinho e conferindo na tabela de acordes, use as páginas de cada acorde para aprender as inversões e parar de fazer a mão pular, e passe para o ciclo das quintas quando quiser saber quais acordes combinam. E quando tiver uma progressão de que goste e quiser ouvi-la como uma música pronta, com arranjo completo e voz, escreva-a na letra ou no estilo de uma faixa no gerador de música com IA e deixe que ele monte o resto.